Calculadora para Análise de Eletroímãs, construídos a partir de sucata de Transformadores

  • O Número de Espiras
  • A Resistência
  • A Força de Atração
  • O Aquecimento

Reaproveitando o núcleo de um Transformador.

Calculadora para Construção de Eletroímãs, a partir de sucata de Transformadores.

Dimensões do Carretel
Dimensões do Carretel

Dimensões do Núcleo
Dimensões do Núcleo

Preencha os Campos em cada Passo (Atualização automática)

Consulte a Tabela de Fios Esmaltados AWG- Artefaktus, para escolha do Diâmetro do fio.

Calculadora de Eletroímã — Do Transformador à Força

Passo 1 — Número de Espiras

Informe as dimensões do carretel do transformador e o diâmetro do fio esmaltado.

Modelo: Ncolunas = ⌊k · L / Øfio⌋  |  Ncamadas = ⌊k · a / Øfio⌋  |  Ne = Ncolunas × Ncamadas  |  c1 = 2·w + 2·h
Fator de empacotamento k: na prática, é impossível enrolar 100% do volume do carretel. Fios redondos deixam vazios entre si, e o enrolamento manual nunca é perfeito. Use k = 0,90 para enrolamento apressado, k = 0,95 para enrolamento caprichado ou k = 1 para enrolamento mecanizado
OBS: c1 é o comprimento de uma volta de fio. O caminho magnético (ℓ) é diferente — veja o Passo 3.

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Passo 2 — Comprimento, Resistência e Corrente Máxima

Meça o Ø fio, retirando o esmalte. Confira a resistividade do fio de cobre

Corrente limite (Imax): valor da tabela AWG — a maior corrente que o fio suporta em bobina ventilada, sem degradar o esmalte a curto prazo.
Corrente recomendada: 70% do limite. Trabalhar com a corrente máxima, envelhe o esmalte e produz picos transitórios.
Regra: projete para a recomendada.

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Passo 3 — Força do Eletroímã (com entreferro)

Informe as dimensões do núcleo e a corrente. O entreferro (folga entre o núcleo e o alvo) é o fator que mais reduz a força real. Para sucata, use 0,5 mm como ponto de partida.

LarguraÁreaLarguraPerna CentralLarguraPernas LateraisLargura WProfundidadeComprimento LÁreaÁrea
Figura — Medidas do núcleo tipo “E”.

Dimensões do núcleo (tipo “E”)

Dados elétricos e magnéticos

Geometria (núcleo tipo “E”):
A = Soma das larguras das pernas × profundidade do pacote  |  ℓ = 2 × (Lnúcleo + Wnúcleo)
Modelo magnético: FMM = Ne·I  |  ℛtot = (ℓ−2g)/(μr·μ0·A) + 2g/(μ0·A)  |  B = FMM/(ℛtot·A)  |  F = B²·A/(2·μ0)
Saturação: limite em B = 1,5 T; recomendado operar próximo mas abaixo de 1,2 T. Para reduzir B: aumente A, aumente g ou reduza I.

Passo 4 — Indutância e Tempo de Resposta

Indica quanto tempo o eletroímã leva para atingir a força máxima após ser ligado. τ = L/R é a constante de tempo — em 1·τ atinge 63% da corrente, em 3·τ chega a 95%.

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Passo 5 — Aquecimento e Regime de Trabalho

Define quanto tempo a bobina pode ficar ligada sem derreter o esmalte. Escolha o regime conforme o uso do seu projeto.

Modelo: J = I/Afio  |  P = R20·I²  |  ΔT = P/(h·Asup), com h ≈ 10 W/(m²·K)
O que é “corrente limite do regime”: é a maior corrente que o fio suporta neste regime de uso sem que o esmalte degrade. Ela depende do regime escolhido: quanto mais intermitente, maior o valor permitido.
Semáforo: ✅ J ≤ 70% de Jlim (confortável)  |  ⚠️ 70% a 100% (no limite)  |  🔥 J > Jlim (esmalte pode queimar)
Margem recomendada: trabalhe com 70% do limite em uso contínuo, para ter folga contra temperatura ambiente alta e falta de ventilação.

Passo 6 — Perda de Força com a Temperatura

Quando a bobina esquenta, a resistência do cobre aumenta, a corrente cai e a força magnética também. Veja quanto da força inicial você perde na temperatura limite do esmalte e também na temperatura recomendada.

🔧 Dicas Makers

  1. Limpe e lixe as faces de contato. Ganho: 2× a 5× na força.
  2. Aumente a corrente até o limite térmico. Força ∝ I².
  3. Aumente a área de contato. Dobrar A dobra a força.
  4. Reduza o caminho magnético ℓ. Núcleo compacto = menos relutância.
  5. Não sature o núcleo. Acima de ~1,5 T você gasta corrente sem ganhar força.
  6. Use diodo reverso. Protege o driver do pico indutivo.